quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Desculpas

Desculpa ai pessoal pela ausência.
Mas tenho um bom motivo, estou em época de vestibular, final de 3º ensino médio, uma correria adoidada.
Juro que sempre que possível atualizo aqui.

domingo, 18 de outubro de 2009

Informando

Estou sem computador!
Voltarei o mais breve possivel.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Parte do Mundo 03

Mas não a mim.
Agachei tentando botar os pensamentos no lugar em apenas um segundo, mas era quase impossível com a dor insuportável da minha cabeça latejando.
Outro golpe na nuca.
Virei e dei uma rasteira em um homem alto, grande e forte.
"Não é a toa que doeu essa pancada."
Eu estava quase do lado de fora da porta, ele me pegara desprevenida olhando para fora, enquanto eu estava de costas, ele veio por dentro e me atacou.
Ele estava no chão e eu pulei por cima dele com a minha velocidade normalmente absurdamente rápida, mas pelo jeito, eu não era a única que era mais rápida do que o normal ali, ele me segurou pelo tornozelo e me puxou para o chão também, senti sua mão forte e extremamente gelada ao redor do meu tornozelo.
Senti o impacto da batida no chão.
"Esse cara não esta para brincadeira."
Então começei a fazer o que eu sabia fazer melhor, chutar.
Dei uma bela bica bem no meio da cara dele e ele soltou meu tornozelo para botar a mão no rosto.
-Sua vaca...
A voz era gelada e sem vida, até ai, eu já esperava, mas algo chamou a atenção, seu sotaque, era estranho e de outro país com certeza, de onde é esse cara?
Eu não esperei para ver o que ele ia fazer, corri para a biblioteca o mais rápido possivel e peguei a espada que um dia fora de meu falecido "pai" e me virei, ele estava na porta, olhando, gostaria que meu pai estivesse aqui agora para meter uma bala na cabeça desse sujeito, como fizera com todos os outros.
-O que pennsa que vais fazerr...me atacarr com esta lamina?
-Quem é você?
-Só cumprro orrdenns.
-E qual é a sua ordem? - Estava me acalmando, a espada bem firme na mão, um passo em falso e eu arrancaria aquela cabeça careca e grande.
-Só vim matarrr você, mas parece que o homem ali atrrapalhou um pouco.
Ele veio com sua velocidade não humana correndo na minha direção e um segundo depois a espada estava em seu pescoço.
-Parado ai colega, melhor ir se acalmando.
Ele estava com um cara de espantado, seu braço esticado em direção ao meu pescoço, parecia que estava congelado de pânico.
-Parrece que subestimei você garrota.
-É, parece que sim, então, se não quer perder nenhum membro, por que não começa a falar.
A espada era pesada e o cara era alto, eu tinha que mantê-la para cima o tempo todo, não estava dificil, mas eu não queria passar a noite ali, e quando começasse a amanhecer? Ele provavelmente teria que se esconder também, a biblioteca não era segura para nós dois.
-Max.
-Como?
-Meu nome é Max.
-Muito bom, é um começo, agora Max, será que você podia me dizer por que raios você vai me matar?
Ele hesitou e fez uma cara de quem come e não gosta, pressionei um pouco a espada contra o seu pescoço.
-Max...?
-Não posso lhe dizerr.
-Ah não? - Mais pressão no pescoço.
-Isso é mesmo prrata...?
Afundei a espada uns dois centímetros em seu pescoço e ele soltou um grave gutural de dor.
-Não sei, o que você acha?
-Está bem, eu falo, mas vamos terrr uma converrrsa civilizada por favorr?
-E desde quando vampiros tem conversas civilizadas?
Ele me olhou espantado e continuou:
-Bem...está bem Elizabeth Dorrtson, vamos do começo.
-Ótimo.
-Sabe seu pai?
-O que tem o meu pai?
-Então, ele não está morrto.
-Não seja ridículo.
-Foi ele quem mandou mata-la.
Abaxei a espada numa reação de espanto, mas logo ativei de volta a defensiva.
-Impossível, meu pai me amava e está morto.
-Gostarria eu que estivesse.
-Cale a boca seu imundo. - Aquele cara estava me dando nos nervos. - Mesmo que meu pai estivesse vivo e que mandasse me matar, que merda! Por que ele faria isso? É ilógico.
-É, a não serr que ele tenha mentido prra você desde, hm, semprre.
-Como assim...o que está querendo dizer?
-Isso mesmo que você ouviu, seu pai esta vivinho da silva e mandou mata-la.
-Por que...se é que isso é verdade?
Ele levantou uma sombrancelha e me encarou.
-Acho que a senhorrita prrecisa escutarr uma cerrta história. - E me olhou com um sorriso maldoso nos lábios.

Parte do Mundo 02

É tão bom essas pessoas que fazem faxina pra você.
Conforme o esperado, meia hora depois o interfone tocou, -sim minha casa tinha um interfone, o portão ficava muito longe da porta, era útil- e eu atendi.
-Sim?
-É da limpeza.
Apertei o botão para abrir o portão elétrico. Escutei um chiado pelo telefone e um homem dizendo:
-Abriu, obrigada.
A essa altura, já não tinha mais ninguém desmaiado no chão, alguns bebados, mas ninguém em estado grave. A maioria já tinha até, ido embora.
Samy e Jim ainda estavam lá comigo, até que escutei Samy dizer:
-Já vou, já deve estar escuro, alguns já foram. Você se cuida Iza?
-Sim sim.
-Samy, me da uma carona? - Jim, sempre folgado.
-Claro, vamos.
Samy me deu um abraço e Jim um beijo no rosto.
-Tchau Iza.
-Tchau gente.
Me despedi deles na porta de entrada do salão de festas. O pessoal da limpeza já estava começando a limpar a biblioteca quando o supervisor veio até mim.
-Senhorita, a área de cima...?
-Está limpa, somente aqui em baixo, cozinha, biblioteca, salão, quintal, vocês conhecem tudo.
-Sim senhorita.
-Olha já vou deixar pago, e vou permanecer no andar de cima.
Andei até uma mesa do lado da entrada da cozinha onde havia um telefone sem fio.
-Caso queira falar comigo, aperte *5 e irá tocar no meu quarto, agora me deixe só pegar a carteira.
Fui até meu quarto e virei a bolsa em cima da cama, achei a carteira e desci procurando o mesmo homem que tinha falado minutos atrás. Encontrei ele na cozinha.
-Sr., aqui, o pagamento. - Peguei um talão de cheque e escrevi a quantia de 400 reais, depois entreguei e disse:
-Estarei no meu quarto, qualquer coisa, sabe como falar comigo.
-Sim senhorita, obrigada.
Subi as escadas com o corpo pesando uma tonelada.
"Preciso tomar um banho para juntar forças e lavar esse cabelo imundo."
Entrei no quarto e fui direto para o banheiro, peguei uma toalha preta na gaveta em baixo da pia e tirei a roupa, olhando a situação dos pulsos.
Estavam machucados.
"Cortei muito fundo."
Pensei em Jim, os cortes dele deviam estar tão fundos quanto os meus, dexei pra lá.
Peguei a meia calça arrastão e joguei no lixo, depois, só vi a banheira com a água soltando vapor, entrei aos pouco deixando o corpo extremamente gelado se acostumar com a temperatura quente, em um minuto estava submersa, lavando os cabelos vermelhos e tentando tirar a sujeira do corpo. Mas é impressionante como o cheiro do vinho pega na nossa pele e parece que não quer sair nunca mais. Me dexei largar na água até que a temperatura foi baixando e achei melhor sair, me enrolei na toalha e fui andando e pingando água até o quarto. Peguei o secador em uma das gavetas no armário e começei a secar o cabelo molhado. Olhei no relógio.
"17:53"
"Nossa, quanto tempo perdido."
Então aconteceu, o telefone da linha interna tocou, atendi, pensando que só poderia ser duas pessoas, Martha ou o homem da limpeza.
-Sim?
-Senhorita Dortson? - Era o homem da limpeza, o que raios ele queria comigo?
-Pois não...?
-Acho que temos um problema...
A voz dele parecia tremula e eu realmente não entendi, será que eles quebraram algo?
-Só um minuto, estarei ai em 10 minutos.
-Senhorita, é melhor se apressar...
-Está bem, já estou indo. - Eu disse já ficando impaciente.
Coloquei a calça jeans mais próxima e coloquei um casaco, prendi os cabelos, que ainda estavam meio umidos e desci.
Aos poucos fui ouvindo uma agitação mais do que normal no andar de baixo.
"Mas o que merda eles fizeram?"
Quando cheguei na escada, dei de cara com o salão de festas e me segurei para não cair.
O homem da limpeza estava estendido no meio do salão, com o sangue jorrando de sua cabeça. Prendi a respiração para não sentir o cheiro de sangue.
Procurei mais informações, mas tudo o que eu via era o vazio.
Andei até o homem com os punhos fechados e a respiração travada, depois, o virei e peguei seu crachá.
-Milton...
Morto, completamente morto, uma bala na cabeça, certeira, o tiro não havia vindo de longe, olhei e logo vi, a queima roupa, usando um silenciador.
Minhas duas perguntas eram simples, quem e por que?
Por que alguém iria matar aquele homem, um cara que supervisiona a limpeza na casa dos outros e o mais intrigante, por que mata-lo?
Olhei em volta, a porta principal que dava para o jardim da frente estava aberta e a ventania castigava a porta, fazendo com que ela batesse contra a parede inumeras vezes.
Fui até a porta e olhei a imensidão do jardim. Já estava ficando escuro, mais do que o normal.
Então eu senti, uma pancada na nuca que faria um ser humano qualquer desmaiar.
Mas não a mim.

Parte do Mundo 01

Jogada no chão sujo e uma poça de sangue e álcool.
Só reconheci pelo cheiro.
A visão embaçada não ajuda em nada.
A cores são preto, branco e vermelho.
A dedução lógica é a única coisa que ajuda.
"Preto e branco é o chão." - Pensei - "Vermelho é o sangue."
O que mais poderia ser?
A cabeça doia e tudo parecia girar.
Tentei sentar e tombei pra trás batendo a cabeça no chão, de novo.
Dexei a dor me levar.
De barriga pra cima fiquei olhando o teto alto da biblioteca imensa e senti as costas se molharem de sangue.
"Será que cortei muito fundo?"
Aos poucos fui apoiando e me sentei.
Parecia que uma bomba atômica tinha me atingido.
Olhei os pulsos, as ataduras tinham estourado e o sangue tinha parado de jorrar, mas ainda não tinha certeza se parara completamente.
As roupas imundas, uma das minhas correntes havia estourado e eu provavelmente tinha perdido. Todos os anéis em todos os dedos. Eu com certeza teria que comprar uma meia calça arrastão nova, essa já era. A saia jeans rasgara e o corpete preto estava imundo, umas das cordas laterais havia estourado, ótimo.
Me arrastei até a poltrona vermelha e grande mais próxima.
Juntando todas as minhas forças, me sentei nela e dei uma boa olhada na biblioteca.
Jim estava a uns dois metros, sem camisa e com uma garrafa de vinho na mão, desacordado.
"Espero que esse filho da puta não esteja morto."
Tentei ajeitar os cabelos vermelhos, inutilmente, claro, sangue duro no cabelo não é algo muito bom.
Olhei pra trás a procura de alguém vivo, ou ao menos, acordado.
Ninguém.
Marcela e Sandra estavam deitadas juntas no chão.
Marcos tava...bom, meio sentado e meio deitado em uma outra poltrona.
Parei de tentar reconhecer outros rostos, sabia o nome de cada um de cor, mas a minha cabeça parecia prestes a explodir.
Olhei pela enorme janela de vidro que dava para o jardim da frente.
O tempo estava nublado como sempre.
"Ainda bem." -Pensei- "Deve ser por volta das quatro da tarde agora."
Andei até a janela, apertei o botão do lado da estante e as cortinas escuras e grossas começaram a se fechar sozinhas.
Andei, com a cabeça doendo menos já, chutando garrafas vazias pelo caminho e tomando cuidado para não pisar em ninguém.
Cheguei no salão oval de entrada, tinha menos gente ali. Fui pra cozinha. Samantha estava lá, acordada e tentando tirar Susi de cima da mesa.
-Hey Samy.
-Oi Iza, me ajuda aqui?
Peguei as pernas de Susi e ela os braços e colocamos ela no chão.
-Que festa hen Iza?
-Eu faço o possível.
-Como está o Jim?
-Morto eu acho.
-Hum.
Ela pegou um pano e começou a limpar a mesa suja de todas as coisas possíveis.
Quando estávamos quase acabando Jim entrou na cozinha e tropeçou em Susi que estava no chão.
-Merda, porra, que essa mina tá fazendo aqui?
-A mesma coisa que você estava fazendo na biblioteca seu idiota.
-Ah.
Tiramos Susi e Grace que também estavam na cozinha e botamos elas na sala.
-Pelo menos a cozinha tem que estar hábitavel pelo amor da terra.
-Calma Iza, calma.
Abri a geladeira, atrás do que parecia uma infinidade de cervejas, vinhos, vodcas e todos os tipos de bebidas alcoolicas possiveis, achei água.
Sentamos na mesa e ficamos lá, fumando um cigarro, sujos, imundos e fedendo, conversando sobre a festa do dia anterior.
Começei a reparar que eu era a mais suja de todos.
-Nem quero me olhar no espelho.
-Você precisa de um banho e ataduras novas Iza.
-Eu sei, mas só vou fazer isso depois que todos forem embora.
Me levantei e peguei o telefone em cima do balcão e disquei o número que já sabia de cor.
-Alô?
-Senhorita Dortson?
-Eu mesma.
-O serviço de sempre?
-Por favor.
-Estaremos ai em trinta minutos.
-Muito obrigada.
Deliguei o telefone sorrindo, mesmo com a ressaca que estava.
É tão bom essas pessoas que fazem faxina pra você.

Start.

Então gente. Agora a Bia tem blog. Então tá né, vamos lá. :)