Estou sem computador!
Voltarei o mais breve possivel.
domingo, 18 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Parte do Mundo 03
Mas não a mim.
Agachei tentando botar os pensamentos no lugar em apenas um segundo, mas era quase impossível com a dor insuportável da minha cabeça latejando.
Outro golpe na nuca.
Virei e dei uma rasteira em um homem alto, grande e forte.
"Não é a toa que doeu essa pancada."
Eu estava quase do lado de fora da porta, ele me pegara desprevenida olhando para fora, enquanto eu estava de costas, ele veio por dentro e me atacou.
Ele estava no chão e eu pulei por cima dele com a minha velocidade normalmente absurdamente rápida, mas pelo jeito, eu não era a única que era mais rápida do que o normal ali, ele me segurou pelo tornozelo e me puxou para o chão também, senti sua mão forte e extremamente gelada ao redor do meu tornozelo.
Senti o impacto da batida no chão.
"Esse cara não esta para brincadeira."
Então começei a fazer o que eu sabia fazer melhor, chutar.
Dei uma bela bica bem no meio da cara dele e ele soltou meu tornozelo para botar a mão no rosto.
-Sua vaca...
A voz era gelada e sem vida, até ai, eu já esperava, mas algo chamou a atenção, seu sotaque, era estranho e de outro país com certeza, de onde é esse cara?
Eu não esperei para ver o que ele ia fazer, corri para a biblioteca o mais rápido possivel e peguei a espada que um dia fora de meu falecido "pai" e me virei, ele estava na porta, olhando, gostaria que meu pai estivesse aqui agora para meter uma bala na cabeça desse sujeito, como fizera com todos os outros.
-O que pennsa que vais fazerr...me atacarr com esta lamina?
-Quem é você?
-Só cumprro orrdenns.
-E qual é a sua ordem? - Estava me acalmando, a espada bem firme na mão, um passo em falso e eu arrancaria aquela cabeça careca e grande.
-Só vim matarrr você, mas parece que o homem ali atrrapalhou um pouco.
Ele veio com sua velocidade não humana correndo na minha direção e um segundo depois a espada estava em seu pescoço.
-Parado ai colega, melhor ir se acalmando.
Ele estava com um cara de espantado, seu braço esticado em direção ao meu pescoço, parecia que estava congelado de pânico.
-Parrece que subestimei você garrota.
-É, parece que sim, então, se não quer perder nenhum membro, por que não começa a falar.
A espada era pesada e o cara era alto, eu tinha que mantê-la para cima o tempo todo, não estava dificil, mas eu não queria passar a noite ali, e quando começasse a amanhecer? Ele provavelmente teria que se esconder também, a biblioteca não era segura para nós dois.
-Max.
-Como?
-Meu nome é Max.
-Muito bom, é um começo, agora Max, será que você podia me dizer por que raios você vai me matar?
Ele hesitou e fez uma cara de quem come e não gosta, pressionei um pouco a espada contra o seu pescoço.
-Max...?
-Não posso lhe dizerr.
-Ah não? - Mais pressão no pescoço.
-Isso é mesmo prrata...?
Afundei a espada uns dois centímetros em seu pescoço e ele soltou um grave gutural de dor.
-Não sei, o que você acha?
-Está bem, eu falo, mas vamos terrr uma converrrsa civilizada por favorr?
-E desde quando vampiros tem conversas civilizadas?
Ele me olhou espantado e continuou:
-Bem...está bem Elizabeth Dorrtson, vamos do começo.
-Ótimo.
-Sabe seu pai?
-O que tem o meu pai?
-Então, ele não está morrto.
-Não seja ridículo.
-Foi ele quem mandou mata-la.
Abaxei a espada numa reação de espanto, mas logo ativei de volta a defensiva.
-Impossível, meu pai me amava e está morto.
-Gostarria eu que estivesse.
-Cale a boca seu imundo. - Aquele cara estava me dando nos nervos. - Mesmo que meu pai estivesse vivo e que mandasse me matar, que merda! Por que ele faria isso? É ilógico.
-É, a não serr que ele tenha mentido prra você desde, hm, semprre.
-Como assim...o que está querendo dizer?
-Isso mesmo que você ouviu, seu pai esta vivinho da silva e mandou mata-la.
-Por que...se é que isso é verdade?
Ele levantou uma sombrancelha e me encarou.
-Acho que a senhorrita prrecisa escutarr uma cerrta história. - E me olhou com um sorriso maldoso nos lábios.
Agachei tentando botar os pensamentos no lugar em apenas um segundo, mas era quase impossível com a dor insuportável da minha cabeça latejando.
Outro golpe na nuca.
Virei e dei uma rasteira em um homem alto, grande e forte.
"Não é a toa que doeu essa pancada."
Eu estava quase do lado de fora da porta, ele me pegara desprevenida olhando para fora, enquanto eu estava de costas, ele veio por dentro e me atacou.
Ele estava no chão e eu pulei por cima dele com a minha velocidade normalmente absurdamente rápida, mas pelo jeito, eu não era a única que era mais rápida do que o normal ali, ele me segurou pelo tornozelo e me puxou para o chão também, senti sua mão forte e extremamente gelada ao redor do meu tornozelo.
Senti o impacto da batida no chão.
"Esse cara não esta para brincadeira."
Então começei a fazer o que eu sabia fazer melhor, chutar.
Dei uma bela bica bem no meio da cara dele e ele soltou meu tornozelo para botar a mão no rosto.
-Sua vaca...
A voz era gelada e sem vida, até ai, eu já esperava, mas algo chamou a atenção, seu sotaque, era estranho e de outro país com certeza, de onde é esse cara?
Eu não esperei para ver o que ele ia fazer, corri para a biblioteca o mais rápido possivel e peguei a espada que um dia fora de meu falecido "pai" e me virei, ele estava na porta, olhando, gostaria que meu pai estivesse aqui agora para meter uma bala na cabeça desse sujeito, como fizera com todos os outros.
-O que pennsa que vais fazerr...me atacarr com esta lamina?
-Quem é você?
-Só cumprro orrdenns.
-E qual é a sua ordem? - Estava me acalmando, a espada bem firme na mão, um passo em falso e eu arrancaria aquela cabeça careca e grande.
-Só vim matarrr você, mas parece que o homem ali atrrapalhou um pouco.
Ele veio com sua velocidade não humana correndo na minha direção e um segundo depois a espada estava em seu pescoço.
-Parado ai colega, melhor ir se acalmando.
Ele estava com um cara de espantado, seu braço esticado em direção ao meu pescoço, parecia que estava congelado de pânico.
-Parrece que subestimei você garrota.
-É, parece que sim, então, se não quer perder nenhum membro, por que não começa a falar.
A espada era pesada e o cara era alto, eu tinha que mantê-la para cima o tempo todo, não estava dificil, mas eu não queria passar a noite ali, e quando começasse a amanhecer? Ele provavelmente teria que se esconder também, a biblioteca não era segura para nós dois.
-Max.
-Como?
-Meu nome é Max.
-Muito bom, é um começo, agora Max, será que você podia me dizer por que raios você vai me matar?
Ele hesitou e fez uma cara de quem come e não gosta, pressionei um pouco a espada contra o seu pescoço.
-Max...?
-Não posso lhe dizerr.
-Ah não? - Mais pressão no pescoço.
-Isso é mesmo prrata...?
Afundei a espada uns dois centímetros em seu pescoço e ele soltou um grave gutural de dor.
-Não sei, o que você acha?
-Está bem, eu falo, mas vamos terrr uma converrrsa civilizada por favorr?
-E desde quando vampiros tem conversas civilizadas?
Ele me olhou espantado e continuou:
-Bem...está bem Elizabeth Dorrtson, vamos do começo.
-Ótimo.
-Sabe seu pai?
-O que tem o meu pai?
-Então, ele não está morrto.
-Não seja ridículo.
-Foi ele quem mandou mata-la.
Abaxei a espada numa reação de espanto, mas logo ativei de volta a defensiva.
-Impossível, meu pai me amava e está morto.
-Gostarria eu que estivesse.
-Cale a boca seu imundo. - Aquele cara estava me dando nos nervos. - Mesmo que meu pai estivesse vivo e que mandasse me matar, que merda! Por que ele faria isso? É ilógico.
-É, a não serr que ele tenha mentido prra você desde, hm, semprre.
-Como assim...o que está querendo dizer?
-Isso mesmo que você ouviu, seu pai esta vivinho da silva e mandou mata-la.
-Por que...se é que isso é verdade?
Ele levantou uma sombrancelha e me encarou.
-Acho que a senhorrita prrecisa escutarr uma cerrta história. - E me olhou com um sorriso maldoso nos lábios.
Parte do Mundo 02
É tão bom essas pessoas que fazem faxina pra você.
Conforme o esperado, meia hora depois o interfone tocou, -sim minha casa tinha um interfone, o portão ficava muito longe da porta, era útil- e eu atendi.
-Sim?
-É da limpeza.
Apertei o botão para abrir o portão elétrico. Escutei um chiado pelo telefone e um homem dizendo:
-Abriu, obrigada.
A essa altura, já não tinha mais ninguém desmaiado no chão, alguns bebados, mas ninguém em estado grave. A maioria já tinha até, ido embora.
Samy e Jim ainda estavam lá comigo, até que escutei Samy dizer:
-Já vou, já deve estar escuro, alguns já foram. Você se cuida Iza?
-Sim sim.
-Samy, me da uma carona? - Jim, sempre folgado.
-Claro, vamos.
Samy me deu um abraço e Jim um beijo no rosto.
-Tchau Iza.
-Tchau gente.
Me despedi deles na porta de entrada do salão de festas. O pessoal da limpeza já estava começando a limpar a biblioteca quando o supervisor veio até mim.
-Senhorita, a área de cima...?
-Está limpa, somente aqui em baixo, cozinha, biblioteca, salão, quintal, vocês conhecem tudo.
-Sim senhorita.
-Olha já vou deixar pago, e vou permanecer no andar de cima.
Andei até uma mesa do lado da entrada da cozinha onde havia um telefone sem fio.
-Caso queira falar comigo, aperte *5 e irá tocar no meu quarto, agora me deixe só pegar a carteira.
Fui até meu quarto e virei a bolsa em cima da cama, achei a carteira e desci procurando o mesmo homem que tinha falado minutos atrás. Encontrei ele na cozinha.
-Sr., aqui, o pagamento. - Peguei um talão de cheque e escrevi a quantia de 400 reais, depois entreguei e disse:
-Estarei no meu quarto, qualquer coisa, sabe como falar comigo.
-Sim senhorita, obrigada.
Subi as escadas com o corpo pesando uma tonelada.
"Preciso tomar um banho para juntar forças e lavar esse cabelo imundo."
Entrei no quarto e fui direto para o banheiro, peguei uma toalha preta na gaveta em baixo da pia e tirei a roupa, olhando a situação dos pulsos.
Estavam machucados.
"Cortei muito fundo."
Pensei em Jim, os cortes dele deviam estar tão fundos quanto os meus, dexei pra lá.
Peguei a meia calça arrastão e joguei no lixo, depois, só vi a banheira com a água soltando vapor, entrei aos pouco deixando o corpo extremamente gelado se acostumar com a temperatura quente, em um minuto estava submersa, lavando os cabelos vermelhos e tentando tirar a sujeira do corpo. Mas é impressionante como o cheiro do vinho pega na nossa pele e parece que não quer sair nunca mais. Me dexei largar na água até que a temperatura foi baixando e achei melhor sair, me enrolei na toalha e fui andando e pingando água até o quarto. Peguei o secador em uma das gavetas no armário e começei a secar o cabelo molhado. Olhei no relógio.
"17:53"
"Nossa, quanto tempo perdido."
Então aconteceu, o telefone da linha interna tocou, atendi, pensando que só poderia ser duas pessoas, Martha ou o homem da limpeza.
-Sim?
-Senhorita Dortson? - Era o homem da limpeza, o que raios ele queria comigo?
-Pois não...?
-Acho que temos um problema...
A voz dele parecia tremula e eu realmente não entendi, será que eles quebraram algo?
-Só um minuto, estarei ai em 10 minutos.
-Senhorita, é melhor se apressar...
-Está bem, já estou indo. - Eu disse já ficando impaciente.
Coloquei a calça jeans mais próxima e coloquei um casaco, prendi os cabelos, que ainda estavam meio umidos e desci.
Aos poucos fui ouvindo uma agitação mais do que normal no andar de baixo.
"Mas o que merda eles fizeram?"
Quando cheguei na escada, dei de cara com o salão de festas e me segurei para não cair.
O homem da limpeza estava estendido no meio do salão, com o sangue jorrando de sua cabeça. Prendi a respiração para não sentir o cheiro de sangue.
Procurei mais informações, mas tudo o que eu via era o vazio.
Andei até o homem com os punhos fechados e a respiração travada, depois, o virei e peguei seu crachá.
-Milton...
Morto, completamente morto, uma bala na cabeça, certeira, o tiro não havia vindo de longe, olhei e logo vi, a queima roupa, usando um silenciador.
Minhas duas perguntas eram simples, quem e por que?
Por que alguém iria matar aquele homem, um cara que supervisiona a limpeza na casa dos outros e o mais intrigante, por que mata-lo?
Olhei em volta, a porta principal que dava para o jardim da frente estava aberta e a ventania castigava a porta, fazendo com que ela batesse contra a parede inumeras vezes.
Fui até a porta e olhei a imensidão do jardim. Já estava ficando escuro, mais do que o normal.
Então eu senti, uma pancada na nuca que faria um ser humano qualquer desmaiar.
Mas não a mim.
Conforme o esperado, meia hora depois o interfone tocou, -sim minha casa tinha um interfone, o portão ficava muito longe da porta, era útil- e eu atendi.
-Sim?
-É da limpeza.
Apertei o botão para abrir o portão elétrico. Escutei um chiado pelo telefone e um homem dizendo:
-Abriu, obrigada.
A essa altura, já não tinha mais ninguém desmaiado no chão, alguns bebados, mas ninguém em estado grave. A maioria já tinha até, ido embora.
Samy e Jim ainda estavam lá comigo, até que escutei Samy dizer:
-Já vou, já deve estar escuro, alguns já foram. Você se cuida Iza?
-Sim sim.
-Samy, me da uma carona? - Jim, sempre folgado.
-Claro, vamos.
Samy me deu um abraço e Jim um beijo no rosto.
-Tchau Iza.
-Tchau gente.
Me despedi deles na porta de entrada do salão de festas. O pessoal da limpeza já estava começando a limpar a biblioteca quando o supervisor veio até mim.
-Senhorita, a área de cima...?
-Está limpa, somente aqui em baixo, cozinha, biblioteca, salão, quintal, vocês conhecem tudo.
-Sim senhorita.
-Olha já vou deixar pago, e vou permanecer no andar de cima.
Andei até uma mesa do lado da entrada da cozinha onde havia um telefone sem fio.
-Caso queira falar comigo, aperte *5 e irá tocar no meu quarto, agora me deixe só pegar a carteira.
Fui até meu quarto e virei a bolsa em cima da cama, achei a carteira e desci procurando o mesmo homem que tinha falado minutos atrás. Encontrei ele na cozinha.
-Sr., aqui, o pagamento. - Peguei um talão de cheque e escrevi a quantia de 400 reais, depois entreguei e disse:
-Estarei no meu quarto, qualquer coisa, sabe como falar comigo.
-Sim senhorita, obrigada.
Subi as escadas com o corpo pesando uma tonelada.
"Preciso tomar um banho para juntar forças e lavar esse cabelo imundo."
Entrei no quarto e fui direto para o banheiro, peguei uma toalha preta na gaveta em baixo da pia e tirei a roupa, olhando a situação dos pulsos.
Estavam machucados.
"Cortei muito fundo."
Pensei em Jim, os cortes dele deviam estar tão fundos quanto os meus, dexei pra lá.
Peguei a meia calça arrastão e joguei no lixo, depois, só vi a banheira com a água soltando vapor, entrei aos pouco deixando o corpo extremamente gelado se acostumar com a temperatura quente, em um minuto estava submersa, lavando os cabelos vermelhos e tentando tirar a sujeira do corpo. Mas é impressionante como o cheiro do vinho pega na nossa pele e parece que não quer sair nunca mais. Me dexei largar na água até que a temperatura foi baixando e achei melhor sair, me enrolei na toalha e fui andando e pingando água até o quarto. Peguei o secador em uma das gavetas no armário e começei a secar o cabelo molhado. Olhei no relógio.
"17:53"
"Nossa, quanto tempo perdido."
Então aconteceu, o telefone da linha interna tocou, atendi, pensando que só poderia ser duas pessoas, Martha ou o homem da limpeza.
-Sim?
-Senhorita Dortson? - Era o homem da limpeza, o que raios ele queria comigo?
-Pois não...?
-Acho que temos um problema...
A voz dele parecia tremula e eu realmente não entendi, será que eles quebraram algo?
-Só um minuto, estarei ai em 10 minutos.
-Senhorita, é melhor se apressar...
-Está bem, já estou indo. - Eu disse já ficando impaciente.
Coloquei a calça jeans mais próxima e coloquei um casaco, prendi os cabelos, que ainda estavam meio umidos e desci.
Aos poucos fui ouvindo uma agitação mais do que normal no andar de baixo.
"Mas o que merda eles fizeram?"
Quando cheguei na escada, dei de cara com o salão de festas e me segurei para não cair.
O homem da limpeza estava estendido no meio do salão, com o sangue jorrando de sua cabeça. Prendi a respiração para não sentir o cheiro de sangue.
Procurei mais informações, mas tudo o que eu via era o vazio.
Andei até o homem com os punhos fechados e a respiração travada, depois, o virei e peguei seu crachá.
-Milton...
Morto, completamente morto, uma bala na cabeça, certeira, o tiro não havia vindo de longe, olhei e logo vi, a queima roupa, usando um silenciador.
Minhas duas perguntas eram simples, quem e por que?
Por que alguém iria matar aquele homem, um cara que supervisiona a limpeza na casa dos outros e o mais intrigante, por que mata-lo?
Olhei em volta, a porta principal que dava para o jardim da frente estava aberta e a ventania castigava a porta, fazendo com que ela batesse contra a parede inumeras vezes.
Fui até a porta e olhei a imensidão do jardim. Já estava ficando escuro, mais do que o normal.
Então eu senti, uma pancada na nuca que faria um ser humano qualquer desmaiar.
Mas não a mim.
Parte do Mundo 01
Jogada no chão sujo e uma poça de sangue e álcool.
Só reconheci pelo cheiro.
A visão embaçada não ajuda em nada.
A cores são preto, branco e vermelho.
A dedução lógica é a única coisa que ajuda.
"Preto e branco é o chão." - Pensei - "Vermelho é o sangue."
O que mais poderia ser?
A cabeça doia e tudo parecia girar.
Tentei sentar e tombei pra trás batendo a cabeça no chão, de novo.
Dexei a dor me levar.
De barriga pra cima fiquei olhando o teto alto da biblioteca imensa e senti as costas se molharem de sangue.
"Será que cortei muito fundo?"
Aos poucos fui apoiando e me sentei.
Parecia que uma bomba atômica tinha me atingido.
Olhei os pulsos, as ataduras tinham estourado e o sangue tinha parado de jorrar, mas ainda não tinha certeza se parara completamente.
As roupas imundas, uma das minhas correntes havia estourado e eu provavelmente tinha perdido. Todos os anéis em todos os dedos. Eu com certeza teria que comprar uma meia calça arrastão nova, essa já era. A saia jeans rasgara e o corpete preto estava imundo, umas das cordas laterais havia estourado, ótimo.
Me arrastei até a poltrona vermelha e grande mais próxima.
Juntando todas as minhas forças, me sentei nela e dei uma boa olhada na biblioteca.
Jim estava a uns dois metros, sem camisa e com uma garrafa de vinho na mão, desacordado.
"Espero que esse filho da puta não esteja morto."
Tentei ajeitar os cabelos vermelhos, inutilmente, claro, sangue duro no cabelo não é algo muito bom.
Olhei pra trás a procura de alguém vivo, ou ao menos, acordado.
Ninguém.
Marcela e Sandra estavam deitadas juntas no chão.
Marcos tava...bom, meio sentado e meio deitado em uma outra poltrona.
Parei de tentar reconhecer outros rostos, sabia o nome de cada um de cor, mas a minha cabeça parecia prestes a explodir.
Olhei pela enorme janela de vidro que dava para o jardim da frente.
O tempo estava nublado como sempre.
"Ainda bem." -Pensei- "Deve ser por volta das quatro da tarde agora."
Andei até a janela, apertei o botão do lado da estante e as cortinas escuras e grossas começaram a se fechar sozinhas.
Andei, com a cabeça doendo menos já, chutando garrafas vazias pelo caminho e tomando cuidado para não pisar em ninguém.
Cheguei no salão oval de entrada, tinha menos gente ali. Fui pra cozinha. Samantha estava lá, acordada e tentando tirar Susi de cima da mesa.
-Hey Samy.
-Oi Iza, me ajuda aqui?
Peguei as pernas de Susi e ela os braços e colocamos ela no chão.
-Que festa hen Iza?
-Eu faço o possível.
-Como está o Jim?
-Morto eu acho.
-Hum.
Ela pegou um pano e começou a limpar a mesa suja de todas as coisas possíveis.
Quando estávamos quase acabando Jim entrou na cozinha e tropeçou em Susi que estava no chão.
-Merda, porra, que essa mina tá fazendo aqui?
-A mesma coisa que você estava fazendo na biblioteca seu idiota.
-Ah.
Tiramos Susi e Grace que também estavam na cozinha e botamos elas na sala.
-Pelo menos a cozinha tem que estar hábitavel pelo amor da terra.
-Calma Iza, calma.
Abri a geladeira, atrás do que parecia uma infinidade de cervejas, vinhos, vodcas e todos os tipos de bebidas alcoolicas possiveis, achei água.
Sentamos na mesa e ficamos lá, fumando um cigarro, sujos, imundos e fedendo, conversando sobre a festa do dia anterior.
Começei a reparar que eu era a mais suja de todos.
-Nem quero me olhar no espelho.
-Você precisa de um banho e ataduras novas Iza.
-Eu sei, mas só vou fazer isso depois que todos forem embora.
Me levantei e peguei o telefone em cima do balcão e disquei o número que já sabia de cor.
-Alô?
-Senhorita Dortson?
-Eu mesma.
-O serviço de sempre?
-Por favor.
-Estaremos ai em trinta minutos.
-Muito obrigada.
Deliguei o telefone sorrindo, mesmo com a ressaca que estava.
É tão bom essas pessoas que fazem faxina pra você.
Só reconheci pelo cheiro.
A visão embaçada não ajuda em nada.
A cores são preto, branco e vermelho.
A dedução lógica é a única coisa que ajuda.
"Preto e branco é o chão." - Pensei - "Vermelho é o sangue."
O que mais poderia ser?
A cabeça doia e tudo parecia girar.
Tentei sentar e tombei pra trás batendo a cabeça no chão, de novo.
Dexei a dor me levar.
De barriga pra cima fiquei olhando o teto alto da biblioteca imensa e senti as costas se molharem de sangue.
"Será que cortei muito fundo?"
Aos poucos fui apoiando e me sentei.
Parecia que uma bomba atômica tinha me atingido.
Olhei os pulsos, as ataduras tinham estourado e o sangue tinha parado de jorrar, mas ainda não tinha certeza se parara completamente.
As roupas imundas, uma das minhas correntes havia estourado e eu provavelmente tinha perdido. Todos os anéis em todos os dedos. Eu com certeza teria que comprar uma meia calça arrastão nova, essa já era. A saia jeans rasgara e o corpete preto estava imundo, umas das cordas laterais havia estourado, ótimo.
Me arrastei até a poltrona vermelha e grande mais próxima.
Juntando todas as minhas forças, me sentei nela e dei uma boa olhada na biblioteca.
Jim estava a uns dois metros, sem camisa e com uma garrafa de vinho na mão, desacordado.
"Espero que esse filho da puta não esteja morto."
Tentei ajeitar os cabelos vermelhos, inutilmente, claro, sangue duro no cabelo não é algo muito bom.
Olhei pra trás a procura de alguém vivo, ou ao menos, acordado.
Ninguém.
Marcela e Sandra estavam deitadas juntas no chão.
Marcos tava...bom, meio sentado e meio deitado em uma outra poltrona.
Parei de tentar reconhecer outros rostos, sabia o nome de cada um de cor, mas a minha cabeça parecia prestes a explodir.
Olhei pela enorme janela de vidro que dava para o jardim da frente.
O tempo estava nublado como sempre.
"Ainda bem." -Pensei- "Deve ser por volta das quatro da tarde agora."
Andei até a janela, apertei o botão do lado da estante e as cortinas escuras e grossas começaram a se fechar sozinhas.
Andei, com a cabeça doendo menos já, chutando garrafas vazias pelo caminho e tomando cuidado para não pisar em ninguém.
Cheguei no salão oval de entrada, tinha menos gente ali. Fui pra cozinha. Samantha estava lá, acordada e tentando tirar Susi de cima da mesa.
-Hey Samy.
-Oi Iza, me ajuda aqui?
Peguei as pernas de Susi e ela os braços e colocamos ela no chão.
-Que festa hen Iza?
-Eu faço o possível.
-Como está o Jim?
-Morto eu acho.
-Hum.
Ela pegou um pano e começou a limpar a mesa suja de todas as coisas possíveis.
Quando estávamos quase acabando Jim entrou na cozinha e tropeçou em Susi que estava no chão.
-Merda, porra, que essa mina tá fazendo aqui?
-A mesma coisa que você estava fazendo na biblioteca seu idiota.
-Ah.
Tiramos Susi e Grace que também estavam na cozinha e botamos elas na sala.
-Pelo menos a cozinha tem que estar hábitavel pelo amor da terra.
-Calma Iza, calma.
Abri a geladeira, atrás do que parecia uma infinidade de cervejas, vinhos, vodcas e todos os tipos de bebidas alcoolicas possiveis, achei água.
Sentamos na mesa e ficamos lá, fumando um cigarro, sujos, imundos e fedendo, conversando sobre a festa do dia anterior.
Começei a reparar que eu era a mais suja de todos.
-Nem quero me olhar no espelho.
-Você precisa de um banho e ataduras novas Iza.
-Eu sei, mas só vou fazer isso depois que todos forem embora.
Me levantei e peguei o telefone em cima do balcão e disquei o número que já sabia de cor.
-Alô?
-Senhorita Dortson?
-Eu mesma.
-O serviço de sempre?
-Por favor.
-Estaremos ai em trinta minutos.
-Muito obrigada.
Deliguei o telefone sorrindo, mesmo com a ressaca que estava.
É tão bom essas pessoas que fazem faxina pra você.
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