Mas não a mim.
Agachei tentando botar os pensamentos no lugar em apenas um segundo, mas era quase impossível com a dor insuportável da minha cabeça latejando.
Outro golpe na nuca.
Virei e dei uma rasteira em um homem alto, grande e forte.
"Não é a toa que doeu essa pancada."
Eu estava quase do lado de fora da porta, ele me pegara desprevenida olhando para fora, enquanto eu estava de costas, ele veio por dentro e me atacou.
Ele estava no chão e eu pulei por cima dele com a minha velocidade normalmente absurdamente rápida, mas pelo jeito, eu não era a única que era mais rápida do que o normal ali, ele me segurou pelo tornozelo e me puxou para o chão também, senti sua mão forte e extremamente gelada ao redor do meu tornozelo.
Senti o impacto da batida no chão.
"Esse cara não esta para brincadeira."
Então começei a fazer o que eu sabia fazer melhor, chutar.
Dei uma bela bica bem no meio da cara dele e ele soltou meu tornozelo para botar a mão no rosto.
-Sua vaca...
A voz era gelada e sem vida, até ai, eu já esperava, mas algo chamou a atenção, seu sotaque, era estranho e de outro país com certeza, de onde é esse cara?
Eu não esperei para ver o que ele ia fazer, corri para a biblioteca o mais rápido possivel e peguei a espada que um dia fora de meu falecido "pai" e me virei, ele estava na porta, olhando, gostaria que meu pai estivesse aqui agora para meter uma bala na cabeça desse sujeito, como fizera com todos os outros.
-O que pennsa que vais fazerr...me atacarr com esta lamina?
-Quem é você?
-Só cumprro orrdenns.
-E qual é a sua ordem? - Estava me acalmando, a espada bem firme na mão, um passo em falso e eu arrancaria aquela cabeça careca e grande.
-Só vim matarrr você, mas parece que o homem ali atrrapalhou um pouco.
Ele veio com sua velocidade não humana correndo na minha direção e um segundo depois a espada estava em seu pescoço.
-Parado ai colega, melhor ir se acalmando.
Ele estava com um cara de espantado, seu braço esticado em direção ao meu pescoço, parecia que estava congelado de pânico.
-Parrece que subestimei você garrota.
-É, parece que sim, então, se não quer perder nenhum membro, por que não começa a falar.
A espada era pesada e o cara era alto, eu tinha que mantê-la para cima o tempo todo, não estava dificil, mas eu não queria passar a noite ali, e quando começasse a amanhecer? Ele provavelmente teria que se esconder também, a biblioteca não era segura para nós dois.
-Max.
-Como?
-Meu nome é Max.
-Muito bom, é um começo, agora Max, será que você podia me dizer por que raios você vai me matar?
Ele hesitou e fez uma cara de quem come e não gosta, pressionei um pouco a espada contra o seu pescoço.
-Max...?
-Não posso lhe dizerr.
-Ah não? - Mais pressão no pescoço.
-Isso é mesmo prrata...?
Afundei a espada uns dois centímetros em seu pescoço e ele soltou um grave gutural de dor.
-Não sei, o que você acha?
-Está bem, eu falo, mas vamos terrr uma converrrsa civilizada por favorr?
-E desde quando vampiros tem conversas civilizadas?
Ele me olhou espantado e continuou:
-Bem...está bem Elizabeth Dorrtson, vamos do começo.
-Ótimo.
-Sabe seu pai?
-O que tem o meu pai?
-Então, ele não está morrto.
-Não seja ridículo.
-Foi ele quem mandou mata-la.
Abaxei a espada numa reação de espanto, mas logo ativei de volta a defensiva.
-Impossível, meu pai me amava e está morto.
-Gostarria eu que estivesse.
-Cale a boca seu imundo. - Aquele cara estava me dando nos nervos. - Mesmo que meu pai estivesse vivo e que mandasse me matar, que merda! Por que ele faria isso? É ilógico.
-É, a não serr que ele tenha mentido prra você desde, hm, semprre.
-Como assim...o que está querendo dizer?
-Isso mesmo que você ouviu, seu pai esta vivinho da silva e mandou mata-la.
-Por que...se é que isso é verdade?
Ele levantou uma sombrancelha e me encarou.
-Acho que a senhorrita prrecisa escutarr uma cerrta história. - E me olhou com um sorriso maldoso nos lábios.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
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Muito boa a história eim... velho, tava acompanhando pelo fotolog...mas parece que por aqui terá mais ritmo né...
ResponderExcluirbjo, paz e força sempre...